Tentando ser instantâneo, mas a IA é inimiga da pressa. Acompanhe dia a dia todo o caos da expedição.
Mesmo com carros quebrados, febre, infecção intestinal e peças improvisadas, a equipe chegou à balsa do Rio Amazonas a tempo.
A recepção foi gigantesca: dezenas de carros, motos, buzinaço e escolta como se fosse final de Copa do Mundo.
📌 Dia 12 encerra a saga com tudo: mecânica de guerra, superação física e entretenimento em nível lendário.
Richard Rasmussen, o “Velhote do Vinhote”, vinha de UTV até ser parado pela PRF perto da balsa final.
UTVs não podem rodar em rodovias federais e não têm placa. Resultado: o veículo foi impedido de seguir rodando e precisou subir em um guincho plataforma para atravessar.
A situação foi resolvida com tranquilidade, e Richard reconheceu que a polícia estava apenas fazendo o trabalho dela.
A expedição cobrou o preço físico no último trecho. Ricardinho (ACF) dirigiu o dia inteiro com febre alta, fraco e praticamente sem conseguir se alimentar. O plano era simples: chegar em Manaus e ir direto para o hospital.
Enquanto isso, Vini enfrentava a temida “Vingança do Presunto Verde” — uma infecção intestinal severa que o deixou debilitado.
Diante do quadro, Gordox e Vini abortaram a missão Manaus e decidiram retornar de carro para São Paulo para recuperação segura.
Faltando poucos quilômetros para o fim, a Hilux do Gui simplesmente apagou após uma ondulação.
Primeiro suspeita: embreagem. Depois: motor batendo e fumaça branca. Indício grave de problema na injeção — possivelmente bico travado aberto jorrando diesel.
A solução foi digna de documentário: a Triton do Ricardinho rebocando a Hilux por mais de 100 km, no cambão e na cinta.
E pensar que minutos antes estavam vangloriando a resistência da Loira.
A RAM com Cariani e Júlio Balestrin vinha sofrendo há dias. A suspensão já batia forte, até que quase entregou os pontos.
Para não ficarem pelo caminho, a equipe improvisou um embuchamento usando peças de uma chave de roda. Mecânica raiz de sobrevivência.
Cariani “Caçador de Buracos”: assumiu o volante e, segundo o chat, não desviou de um único buraco. Júlio reclamava sem parar. Cariani retrucava dizendo que ele parecia “mulherzinha reclamando no ouvido”.
Catálogo de Caramelos: os vira-latas da estrada viraram lutadores de MMA — “Caramelo Black Belt”, “Caramelo Cauliflower Ear” e até narração estilo UFC.
Matusquela: Gordox tentou alimentar um cachorro com enroladinho de salsicha. O cão comeu só a proteína e deixou a massa. “Até o cachorro tá fazendo dieta pra não ficar gordo igual eu.”
Pipi do Vini: cada parada no mato era tensão máxima. Gordox ficava no carro tomando susto até com notificação de Live Pix.
A Preguiça do Ricardinho: mesmo com febre, parou para cumprimentar fã. Na volta, jogou a Triton num buraco gigante e ficou pendurado com duas rodas no ar — precisou ser guinchado no asfalto.
A Culpa é do Boneco: Gui e Rato atribuíram todas as quebras da Hilux ao bonequinho “Mickey Monkey” comprado no caminho.
A Transamazônica cobrou o preço. Buracos, ondulações e o pé pesado transformaram o comboio em oficina itinerante.
Uma RAM teve a roda rachada ao meio. Outras duas estouraram amortecedores e castigaram a suspensão. A Hilux “Loira” do Gui (Tonimek) também perdeu amortecedores, e a caminhonete do Mamute simplesmente perdeu o escapamento no meio do caminho.
Enquanto isso, Richard vinha ultrapassando todo mundo no UTV até que o suporte do amortecedor quebrou. Resultado: horas preso numa oficina de molas no meio do nada.
📌 Dia 11 oficializa a teoria: a BR-230 não aceita desaforo.
Durante o pagamento do combustível, Tony exibiu o cartão corporativo completo na live — incluindo o CVV.
Minutos depois, o chat avisava: já tinham feito 8 compras online, incluindo um PlayStation 5.
Horas ouvindo a musiquinha do banco para cancelar o cartão. Como se não bastasse, Rato ainda vazou ao vivo o número da funcionária Talita ao tentar resolver a situação.
📌 A Transamazônica quebra suspensão. A live quebra sigilo bancário.
Um inocente sanduíche de presunto com ovo virou vilão nacional. Vini e Ricardinho (ACF) foram abatidos por febre, vômito e colapso intestinal.
Gordox assumiu o volante enquanto Vini sofria a cada buraco da estrada.
O ápice veio quando Vini precisou parar no mato para aliviar a pressão… e acabou levando uma mordida de formiga diretamente na “bolinha de golfe”.
O chat nunca mais foi o mesmo.
Em uma parada, surgiu a fake news de que Richard foi “sequestrado por uma mulher e um queijo” após recusar publicidade não paga numa fábrica. Nasce o apelido: Queijinho Selvagem.
Como se fosse pouco, no meio de uma balsa, Richard encontra uma cobra d’água, pega com as próprias mãos e devolve ao rio.
O comboio cruzou com Marquito, o cachorro que viaja quilômetros surfando na carroceria ao lado de um botijão de gás.
Lucivaldo combinou com a polícia um enquadro falso em Júlio Balestrin. Júlio acreditou que o carro seria apreendido e quase entrou em modo batalha — até revelarem que era pegadinha.
O dia termina com o grupo cruzando a balsa do Rio Madeira rumo a Humaitá.
No rádio, a grande discussão: dormir em hotel com ar-condicionado ou encarar a temida “Jungle Night” na BR-319 rumo a Manaus?
📌 Dia 11 entra para a história como o dia em que tudo que podia quebrar quebrou — inclusive o sigilo bancário.
Resumo: ACF e Toni decidem levar a Jungle Night ao vivo direto do coração da mata. Enquanto o o pessoal migra para o conforto de um hotelzinho com king size, a dupla monta acampamento perto do vilarejo para acender fogo, iluminar com lanternas e transformar cada faísca num momento de stand-up sustentável — tudo isso com a plateia virtual dando risada ao vivo.
ACF e Toni escolhem a clareira certa, colecionam madeira da savana e tentam o improvável: fogo com papelão e madeira verde. O mantra do momento é: o bagulho é de sobrevivência, então qualquer faísca vira piada pública. A fumaça decide quem fica, quem ri e quem precisa de capa de chuva para não virar meme vivo.
Comentando a fumaça: “vai pegar, vai pegar” vira o suspense da noite. Enquanto isso, o chat acompanha cada faísca como quem assiste a final de campeonato, com emojis em chamas e risadas que ecoam pela mata.
A transmissão rola diretamente da clareira: iluminação com lanternas, câmera meio torta e o desafio eterno de manter o fogo estável sob olhar do chat. Eles discutem distância da balsa (cerca de 100 km) e o plano de sair cedo no dia seguinte, tudo com o chat pedindo mais fogo, mais floresta e mais piadas sobre o “Tiger” que não existe (ou é um tal de “Pinery Tiger” — ninguém tem certeza).
O comboio parte da região de Jacareacanga/Apuí com uma meta ambiciosa: percorrer entre 670 e 700 km até Humaitá (AM).
O objetivo é claro — avançar o máximo possível antes do fim da janela logística e manter o cronograma alinhado com compromissos já marcados em Manaus.
📌 Longo trecho pela frente. Estrada sem misericórdia.
A Transamazônica se apresenta no modo completo: poeira espessa, buracos profundos, ondulações violentas ("bumps") e trechos de lama imprevisível.
A caminhonete "Rã" (Ram) sofre um dos danos mais graves da expedição até aqui: uma roda literalmente racha ao meio após sucessivos impactos.
O estresse na suspensão já vinha sendo comentado ao longo do dia, com barulhos metálicos e vibrações anormais. O limite mecânico finalmente aparece.
📌 A Transamazônica cobra em aço.
No meio do caos, surgem debates técnicos sobre desempenho. Hilux, Mitsubishi Triton Savana e Ram viram tema de análise em tempo real.
A Triton Savana segue firme mesmo após impactos severos. A Hilux é citada pela robustez. Já a Ram mostra força, mas sofre com o peso nas ondulações.
Mesmo sob poeira intensa, as antenas Starlink seguem garantindo as transmissões ao vivo. Paradas estratégicas incluem abastecimento e travessias por balsa.
No meio do nada, a internet via satélite se torna essencial para manter a expedição conectada ao público.
📌 Logística física e digital andando juntas.
O desgaste físico é evidente. Poeira, calor e atenção constante drenam energia. Além disso, há pressão para cumprir o cronograma antes de um voo marcado para o sábado.
Rato, Richard, Julio, Gui/Tony e os demais comentam o nível de exaustão — mas seguem firmes.
📌 Dia 10 termina com a sensação de que cada quilômetro foi conquistado.
Em meio às ondulações traiçoeiras da Transamazônica, Vini passa por um daqueles momentos que parecem durar minutos — mas foram apenas segundos.
Uma sequência de buracos desalinha o carro, a traseira escapa levemente e o volante exige correção imediata. O silêncio no carro é automático. Olhares fixos na estrada. Respiração presa.
Com reflexo rápido, Vini corrige a trajetória e estabiliza o veículo. O carro volta para a linha. O comboio segue. Mas o susto fica estampado no rosto dos dois por alguns segundos.
E então, como se a Transamazônica tivesse senso de humor, toca um Live Pix com música animada no exato momento em que o clima ainda era de tensão.
O que era expressão de pânico vira gargalhada instantânea. A trilha sonora transforma o quase acidente em alívio coletivo.
📌 De cara de medo para risada em menos de 10 segundos. A Transamazônica testa — e o Live Pix descontrai.
olha que pé maravilhoso, 🐢🐢🐢🐢🐢🐢🐢 pé palmado 🐢🐢🐢🐢🐢🐢olha que pé maravilhoso, 🐢🐢🐢🐢🐢🐢🐢 pé palmado 🐢🐢🐢🐢🐢🐢olha que pé maravilhoso, 🐢🐢🐢🐢🐢🐢🐢 pé palmado 🐢🐢🐢🐢🐢🐢
O Dia 9 começa com clima diferente. Sai o "Sabor Transamazônica", entra oficialmente a fase Expedição. O grupo para em um posto estratégico antes de encarar um trecho estimado entre 400 e 600 km sem suporte confiável.
Galões de água são abastecidos, comida é reforçada e os 4x4 passam por revisão minuciosa. RAMs, L200 Savana e TR4 são checadas como se fosse largada de rally.
📌 Água, diesel e planejamento passam a valer mais que conforto.
Julio Balestrin e a equipe Mobfit anunciam um plano inusitado: montar uma academia ao vivo no meio da Transamazônica.
A proposta é provar que treino não depende de estrutura urbana. Peso, elástico, disciplina e suor — tudo transmitido direto do coração da BR-230.
A estrada muda completamente. Trechos de terra tão compactada que parecem asfalto — mas traiçoeiros. Poeira intensa cobre os carros, reduz visibilidade e entra por qualquer fresta.
Problemas começam a surgir: Rato Borrachudo perde amortecedores dianteiros, enquanto uma TR4 apresenta falhas na suspensão. A Transamazônica cobra cada quilômetro.
📌 Comboio segue unido. Parar não é opção.
Richard Rasmussen lidera o comboio e transforma o trajeto em documentário ao vivo. Paradas estratégicas para filmar Sumaúmas gigantes e explicar a flora amazônica.
Entre vilas e clareiras, interação com um cachorro caramelo local e até uma aranha caranguejeira viram aula de biologia improvisada para a live.
No meio da selva, a tecnologia vira protagonista. Rato Borrachudo gerencia o sistema de multi-transmissão utilizando Starlink para manter as lives estáveis.
Mas há outro desafio: o limite de 12 horas do YouTube. As transmissões precisam ser reiniciadas estrategicamente para garantir que o VOD fique salvo.
📌 Sem Starlink, não existiria Transamazônica ao vivo.
O calor castiga, a atenção constante na estrada esgota. O cansaço é visível, mas o foco permanece intacto.
A meta para o Dia 10 é ousada: rodar 200 km a mais que no dia atual, saindo ao nascer do sol para evitar dirigir no escuro — considerado crítico e perigoso na região.
📌 A expedição deixou de ser viagem. Agora é resistência física, mecânica e mental.
O dia começa cedo e já com tensão mecânica. Chuva forte durante a madrugada levanta suspeita de água dentro da Ramer. A equipe confere infiltrações e tenta entender a origem do problema.
Minutos depois, outro susto: vazamento de ATF. A cena é clara — peça melada, desmontagem obrigatória e aquele silêncio típico de quando ninguém quer admitir que o dia ficou mais longo.
📌 Dia 8 começa com mecânica antes mesmo do café esfriar.
Entre trechos de terra e asfalto irregular, surge uma discussão inesperada: o carro está consumindo menos na terra?
Mesmo com o motor fazendo mais força, o consumo surpreende. A sensação é de que o carro "fica leve" escorregando no chão batido. Teoria improvisada, risadas e análise técnica no meio da Transamazônica.
📌 Estrada precária, mas o comboio segue firme — com amortecedor chorando.
Como se não bastasse, o comboio encontra fila enorme para a balsa. Caminhões parados, sinalização confusa e aquela dúvida eterna: "dá pra furar ou não dá?"
Rádio ativo, tensão no volante e decisões no limite entre prudência e ousadia.
📌 O avanço depende da travessia. E da paciência.
Enquanto tudo acontece, Rato tenta resolver um problema crítico: o envio de localização em segundo plano não funciona.
Testes com HTTP, diferentes protocolos, tentativa de manter conexão ativa com celular bloqueado… nada resolve completamente.
Mesmo no meio da Transamazônica, a live segue. Sistema improvisado, celular como câmera principal e Starlink sobrevivendo aos buracos.
📌 Dia 8 não foi só estrada — foi código, mecânica e improviso ao mesmo tempo.
Richard permanece em Santarém (PA), organizando logística e alinhando próximos movimentos da expedição. Enquanto o comboio enfrenta estrada, ele atua na retaguarda estratégica.
Conversas técnicas, revisão de equipamentos e planejamento de rota marcam a manhã. A prioridade é garantir que, quando o reencontro acontecer, tudo esteja pronto para a fase mais intensa da Transamazônica.
Após o furto ocorrido no comboio no dia anterior, a palavra-chave passa a ser prevenção. Richard revisa equipamentos, confere inventário e reforça protocolos de segurança.
A tensão existe, mas é convertida em foco. Nada pode falhar quando a equipe finalmente estiver reunida.
Durante todo o dia, o rádio permanece ativo. Atualizações chegam do comboio em tempo real — condições da via, ritmo de deslocamento e situação dos veículos.
Mesmo separados fisicamente, a comunicação mantém o grupo conectado. Dois núcleos, um único objetivo.
O Dia 8 termina com clima de preparação e expectativa. Richard segue em Santarém aguardando a chegada do comboio, enquanto a equipe na estrada reduz a distância quilômetro a quilômetro.
Não é um dia de grandes deslocamentos para ele — é um dia de bastidores, estratégia e ajuste fino.
📌 Richard permanece em Santarém organizando a próxima fase. O comboio segue em deslocamento em outro ponto da Transamazônica.
A Transamazônica decide testar o comboio com uma subida de barro liso — daquele barro que parece sabonete molhado. Toni Barro, no volante da Loira, resolve que a melhor estratégia pra subir é... drift. Acelerou, o traseiro escapou, e a Loira deu uma rodadinha 180 graus no meio da estrada. A câmera treme enquanto o veículo patina em direção ao barranco.
Por algum milagre da física — ou pura teimosia da Loira em não morrer — o veículo para. A centímetros de bater no barranco. O silêncio dura meio segundo antes do ratão pegar no pé do Tony.
Depois do susto, o comboio faz o que faz de melhor: transforma trauma em resenha. Toni Barro é oficialmente promovido a "piloto de rally da Transamazônica" — o único cara que consegue fazer drift involuntário num barranco de lama. Ricardinho provavelmente já está calculando quanto custa o seguro de vida do comboio inteiro.
Longe do caos verbal e das frases históricas, em algum ponto de Santarém, Julião segue sua própria saga: arrastando a RAM a 40 km/h com o 4x4 ligado, como se estivesse puxando o Brasil nas costas.
Enquanto o resto do comboio atravessa rios de balsa, Julião está concentrado no essencial: manter o volante firme, o giro alto e a dignidade mecânica da caminhonete intacta.
Asfalto? Talvez. Necessidade real de tração integral? Duvidosa. Mas o 4x4 está ligado. E vai continuar. Porque desligar agora seria admitir que poderia ter desligado antes.
A 40 km/h constantes, a RAM avança como se estivesse atravessando um pântano imaginário. O motor trabalha. A transmissão questiona decisões. E Julião segue firme, com a serenidade de quem acredita que "é melhor sobrar tração do que faltar".
📌 Enquanto um cria memes sem perceber, outro cria desgaste mecânico com convicção. A expedição é sobre equilíbrio.
No meio da reorganização do comboio, enquanto a equipe ainda digeria o furto e recalculava a rota, surge mais um evento histórico — protagonizado por Gordox.
Durante uma parada à beira da pista, ele tropeça e por poucos centímetros não cai no meio da rodovia. O silêncio que se segue é imediato. Testemunhas afirmam que, caso o impacto tivesse ocorrido, seria necessário acionar órgãos de monitoramento sísmico.
Estudos preliminares indicam que a colisão poderia gerar uma nova placa tectônica amazônica, alterando discretamente a cartografia nacional e exigindo atualização urgente do mapa-múndi.
Logo após sobreviver ao quase evento geológico, Gordox decide escalar uma máquina industrial estacionada no local. Uma estrutura robusta, feita para suportar toneladas — mas talvez não preparadas para peso de magnitude estelar concentrado.
Contra todas as probabilidades, o equipamento resiste. Especialistas improvisados do comboio concluíram que só pode ser composto de adamantium amazônico, liga metálica capaz de suportar forças além da compreensão humana.
Sem danos estruturais visíveis, sem rachaduras na pista e sem necessidade de evacuação geológica, o comboio retoma o percurso rumo a Santarém.
📌 Dia 7 registra: quase abalo sísmico, teste extremo de engenharia e crosta terrestre oficialmente aliviada.
Richard Rasmussen chega em Santarém (PA) acompanhado de Maurício e Julião. O desembarque marca oficialmente o início da fase amazônica da expedição. Na pista, quem recebe o trio é Lucivaldo, já alinhando os próximos passos.
Abraços rápidos, conversa objetiva e uma certeza: agora é esperar o comboio, que ainda corta o Pará tentando recuperar o atraso acumulado desde o Maranhão.
Enquanto isso, na estrada, o clima pesa. Parte do equipamento do comboio é furtado, obrigando a equipe a parar, revisar bagagens e reorganizar o que sobrou. O prejuízo não foi pequeno — e o impacto no cronograma, maior ainda.
O tempo que já estava apertado vira luxo. Resolver a situação, registrar ocorrência e redistribuir materiais consome horas preciosas. A sensação é clara: cada quilômetro agora vale por dois.
Depois da reorganização forçada, o comboio finalmente volta a rodar. O destino é claro: encontrar Richard, Julião e Maurício em Santarém e reunificar a expedição.
Os motores seguem firmes, mas agora com uma tensão silenciosa. O rádio permanece ativo, conferindo posições e checando se todos estão juntos. O objetivo do dia deixa de ser apenas avançar quilômetros — passa a ser reagrupar forças.
📌 Richard, Maurício e Julião já estão em Santarém com Lucivaldo. Parte do equipamento do comboio foi furtado. A equipe segue na estrada rumo ao reencontro.
No meio do nada absoluto da Transamazônica, o Gordox encontra seu verdadeiro rival: uma galinha. Não um jacaré. Não uma cobra. Uma galinha caipira que decidiu que aquele pedaço de terra era dela e de mais ninguém.
O que se segue é uma cena que nenhum roteirista inventaria: o Gordox, o mesmo homem que sobrevive a atoleiros e travessias impossíveis, correndo atrás do bicho no meio do barro como se fosse um episódio perdido de Tom & Jerry versão Amazônia.
A negociação de trocar a galinha por chocolate Galak se torna piada oficial do trecho. Ninguém sabe se o Gordox queria adotar, comer ou simplesmente provar que conseguia pegar o bicho. A galinha venceu. O Gordox voltou pro carro suado e sem ave. A dignidade ficou no barro junto com os retrovisores do Gui.
📌 Gordox vs. Galinha: 0x1. Proposta de suborno com Galak: rejeitada. A galinha permanece invicta na Transamazônica.
... demais atualizações do Dia 6 seguem aqui com o mesmo conteúdo do original ...
O comboio principal — ACF, Arturito, Rato e Tony Mac — encerra o dia em Assaré, esgotados. Banho, cama, silêncio. Merecido.
Já Gordox e Vini? Esses não param. A dupla da comilança segue estrada adentro rumo a Picos — mas não sem antes quase ir parar em Fortaleza. GPS ignorado, placa perdida, e de repente a capital cearense aparecendo no horizonte como um jumpscare geográfico.
Corrigem a rota, voltam quilômetros, e ainda fazem um pit stop em Assaré pra deixar comida pro Rato e pro Gui — porque mesmo perdidos, a missão de alimentar os amigos é sagrada. Entregue o rango, somem estrada afora rumo a Picos.
Passando por cidade no interior do Ceará, decoração de rua surreal: um cuscuz gigante ao lado de um dinossauro. Ninguém entende a combinação. Gordox, obviamente, só enxerga o cuscuz e fica maravilhado. Quer parar pra tirar foto e, de preferência, comer.
Rato, Gui, Gordox e Vini seguem se arrastando na estrada, acumulando cansaço e ressaca da dieta do Gordox. Enquanto isso, chegam notificações do Instagram: ACF já estava em João Pessoa há horas, postando foto na praia, tomando água de coco. Revolta geral.
Comboio finalmente chega à Paraíba no fim da tarde. Encontram ACF descansado, banhado e cheiroso. Todos seguem até a placa oficial do Km 0 em Cabedelo. Foto clássica com os carros e integrantes. Até agora foi só translado — a Transamazônica começa aqui.
Litoral desbloqueado. Gordox abandona a era dos espetinhos de posto e exige o upgrade: caranguejo, lagosta, frutos do mar. A "dieta" nunca esteve tão longe. Depois do banquete, o clima muda: briefing sério. O próximo trecho sai do asfalto e entra no desconhecido.
Na estrada saindo de Vitória da Conquista, seguidor numa moto entrega uma boneca Barbie pro Rato. Ele aceita na brincadeira e coloca no painel. Batiza na hora: "A Maldição da Loira". Spoiler: ele não tava errado.
Fome do Gordox fala mais alto. Param na Churrascaria Estância do Sul em Jequié. Carne de sol, queijo coalho, pirão de queijo e Coca Zero pra "equilibrar". Na entrada: valet por R$ 3,00. Acham suspeito de tão barato, mas entregam a chave da Loira mesmo assim.
Saem do restaurante felizes. Cheiro insuportável de queimado. O manobrista segurou a Hilux na embreagem na rampa e vitrificou o disco inteiro. A verdade: o carro já estava no limite (peso, pneus grandes), e a manobra foi o golpe final. Pedal estrangulado, mal engata marcha. Sexta-feira 13, véspera de Carnaval, quebrados no interior da Bahia.
A Triton estava com a roda "torta", balançando na estrada. Diagnóstico: os espaçadores de roda que ele instalou pra alargar a bitola vieram usinados errado — empenados de fábrica. Solução: arrancar os espaçadores e montar as rodas direto no cubo, voltando ao padrão.
Corrida contra o tempo: achar kit de embreagem de Hilux preparada numa sexta de Carnaval com tudo fechando. Concessionárias fechadas. Seguidores entram em ação, acham distribuidor local com a peça. Motoboy busca. Carro vai pra oficina Autobahn Performance em Cabedelo.
ACF aparece na oficina em Jequié — ninguém esperava. Vê a cena e quase surta. Rato, convencido que todo o azar é culpa da boneca, faz o "despacho" oficial: devolve a Barbie pro seguidor que apareceu na oficina.
Dentro da Hilux, Tony (Gui) solta gases de proporções bíblicas. Rato jura que aquilo não era flatulência comum — era uma criatura das trevas que sugou a felicidade de todos os ocupantes. Janelas abertas, olhos lacrimejando, a Loira vira câmara de gás.
ACF tinha sumido na frente rumo a João Pessoa e estava sem postar nada. Rato e Tony aproveitam: espalham na live que o Ricardinho foi preso pela Polícia Federal. O chat enlouquece. Milhares de seguidores invadem o Instagram do ACF perguntando se ele tá na cadeia. Ricardinho só descobre horas depois.
Na oficina em Cabedelo, embreagem destruída, peça incerta, sexta-feira 13. Rato apresenta sua solução brilhante: abandonar a Hilux ali mesmo e comprar um Fiat Uno usado pra terminar a viagem até a Amazônia. 5 homens gordos num Uno Mille atravessando a Transamazônica.
Rato, Tony, Vini e Gordox chegam em João Pessoa parecendo sobreviventes de The Walking Dead: sujos, suados, roupas amassadas, olheiras de quem não dorme há 48 horas. Na outra ponta do estacionamento, ACF — de banho tomado, roupa limpa, bronzeado, cheiroso e sorrindo como quem passou o dia no spa.
Conforme o litoral se aproxima, Gordox entra em transe gastronômico. Ignora postos de gasolina, placas, semáforos — só quer saber de praia, quiosque e frutos do mar. O GPS dele é o estômago. Vini vira motorista de Uber do gordo, recebendo instruções baseadas exclusivamente em apetite.
No meio do caos mecânico, a conversa esquenta sobre quem realmente vai encarar a Transamazônica. Vini mostra no grupo de WhatsApp: Renato Cariani mandou mensagem dizendo que está com "virose" e foi ao postinho. Rato não perdoa.
| Quem | Status |
|---|---|
| 🟢 ACF, Rato, Tony, Gordox, Vini | Na estrada, sangrando mas firmes |
| 🟢 Richard Rasmussen | Irá esperar em Santarém — "ponta firme" |
| 🟡 Muca Muriçoca | Entra só lá mais pra frente |
| 🔴 Renato Cariani | "Virose" — Rato exige atestado |
| ❓ Júlio Balestrin | Depende do Cariani — incerto |
| ❓ Mamute | Confirmado, mas "não sabe onde vai caber" |
ACF partiu de madrugada sozinho rumo a João Pessoa pra cumprir compromisso. Rato, Tony, Gordox e Vini ficam pra trás. Rato acorda com regata rasgada e decreta: "Tony Abadá". O celular cai no chão e quebra a tela. Para-brisa ontem, celular hoje.
Comboio para em Vitória da Conquista. Rato precisa de remédio pra colesterol ("tô uns três dias sem tomar, tô morrendo"). Gordox convence todo mundo a almoçar numa churrascaria. Snorkel da L200 do Vini começa a soltar — caçam chave Torx no meio da estrada.
Pra passar o tempo na estrada, Rato assume a persona de "Tony Marketing" e começa a inventar cupons de desconto pra tudo: Tony Pneus, Tony Barraca, Tony Keko. Enquanto isso, ACF segue sozinho há horas, falando com o vazio.
O "Java-Porco" do dia anterior cobra seu preço. O clima dentro da Hilux fica insuportável. Tony sente "furúnculos internos". Rato faz a análise mais poética da viagem sobre o ocorrido.
Percebem que não vão alcançar ACF em João Pessoa. Desviam pra Paulo Afonso (BA) — seguidor Rony ofereceu hotel, posto e oficina. ACF chega sozinho à Paraíba, exausto. Comboio da bagunça chega de madrugada e desaba nas camas.
Grupo da frente (ACF, Rato e Tony) acorda após 2h de sono e retoma a estrada em MG. Grupo de trás (Gordox e Vini) sai de SP com a missão de alcançar — mas a viagem vira imediatamente um tour de comida de beira de estrada.
Gordox para em todo posto e come espetinhos de procedência duvidosa — "Java-Porco" e "Bujiú" (macaco) — além de muito doce e refrigerante. Dieta ignorada. Ele também sofre com a fobia de usar banheiro no mato.
Fugindo do congestionamento da Fernão Dias, o comboio entra numa trilha de terra que logo vira trilha técnica. No meio de uma subida íngreme e enlameada, encontram uma VW Saveiro branca parada: pneu furado, para-choque arrancado, motor na carroceria tirando aderência da frente, motorista sozinho. Moradores locais — como a "Dona Judite" — já tinham avisado que ninguém passava por ali. Mas a Saveiro estava ali.
Ricardinho assume o comando: posiciona a Galega à frente, conecta cinta de reboque Kevlar, ativa 4x4 reduzido com bloqueio de diferencial. O maior desafio são os "facões" — sulcos profundos no barro que ameaçam jogar a Saveiro numa vala. Após ajustes de ângulo, a Triton arrasta o carro até terreno seco. Mais à frente, árvore caída bloqueando a passagem — guincho + cintas novamente pra arrastar o tronco.
Depois de resgatar carro e mover árvore, a trilha termina numa cratera gigante — erosão enorme impossível de cruzar. Meia-volta total, de volta pra rodovia engarrafada. Todo o esforço pro nada.
Rato precisa de remédio pra colesterol. Gordox e Vini aceitam a missão: entrar na cidade, achar farmácia, voltar pro comboio. Simples. Até que no bairro Patagônia, Gordox avista um morador fazendo mudança e decide ativar o modo "bom samaritano". Vai ajudar a carregar um botijão de gás. Puxa o botijão. O botijão estava segurando um espelho. O espelho não estava mais sendo segurado.
Morador diz que o espelho era velho. Gordox não aceita. Saca R$100 em dinheiro vivo e entrega pra família comprar espelho novo. Sai de lá destruído emocionalmente.
Chat explode: "7 ANOS DE AZAR". Gordox tenta se blindar: "Eu sou de Jesus, não creio em azar, eu passo por baixo de escada". Vini não ajuda nada — fica perguntando se o espelho não era relíquia de família.
📌 Placar da side quest: remédio comprado ✅ | morador com R$100 no bolso ✅ | Gordox traumatizado com botijões de gás ✅ | 7 anos de azar pendentes ⏳
Final da tarde, saindo do perrengue da Saveiro e voltando pro asfalto no Vale do Jequitinhonha. Seguidor Olavo brota na beira da estrada em Araçuaí com o porta-malas lotado de caixas de cachaça Tesourinha. Começa a transferir caixa atrás de caixa pra caçamba da Hilux e da L200. A cena parecia flagrante da PRF, mas era "apenas" litros de álcool sendo traficados entre carros no acostamento da BR.
Resultado: a Hilux virou adega ambulante. Vini já começa a surtar imaginando ser parado pela polícia — carro com Gordox sem cinto, cheirando a cachaça e embreagem queimada ao mesmo tempo.
Trecho da Bahia. Barracas de beira de estrada com placas que fizeram Gordox perder a sanidade: "25 paçocas por R$10". Depois "100 paçocas por R$35". O homem começa a gritar no carro comparando com os preços de São Paulo — "Lá o pessoal assalta a gente!" — e calculando margem de lucro por unidade como se fosse operar na B3.
Por quilômetros, as barracas não param. Cada placa nova é uma facada na dieta "fitness" que ele e o Vini tinham combinado pro dia. Gordox jura que a paçoca está perseguindo eles.
Vini segura a onda pra não atrasar o comboio. Descontam a vontade de doce nos alfajores argentinos que já estavam dentro do carro — a derrota da dieta fitness, só que importada. Chat explode de Live Pix zoando que o Gordox ia acabar a viagem com estoque de paçoca pro ano inteiro.
📌 A paçoca baiana venceu o dia. A dieta fitness durou exatamente até a primeira placa de "100 por R$35".
Gordox vê barracas vendendo Pequi na beira da estrada e, na mais pura inocência urbana, acha que são limões gigantes. Já começa a planejar a limonada. É salvo no último segundo quando alguém avisa que morder aquilo enche a boca de espinhos. O "menino de apartamento" quase aprendeu da pior forma.
Tony Mac entrou na expedição com um nome. Saiu do Dia 1 com um catálogo inteiro. O chat e o grupo não deram trégua — cada desgraça virava batismo.
Pedra salta da Triton e acerta em cheio o para-brisa da Hilux, trinca feia. Chat batiza na hora: Tony Glass, Tony Trinca. Um espectador manda Live Pix avisando que tem uma loja chamada "Vidroca" em Feira de Santana com vidro a pronta entrega por R$870 — só pra ele.
Tony pede pra parar o comboio. De novo. E de novo. Gordox e Vini começam a perguntar pelo rádio se a próstata tá em dia ou se ele tá bebendo água demais.
Gordox entrega alfajores argentinos pro Tony e pro Rato. O doce dá reação intestinal imediata no Tony. Gordox passa perto da Hilux, sente o que chamou de "cheiro de intestino grosso" e decreta: Tony está proibido de comer mais alfajores pra não "derreter" o banco da Loira.
Espectador manda lista gigante de apelidos por Live Pix. Gordox lê cada um no rádio pro Tony aprovar:
Após as manobras de ré épicas pra sair do "Grand Canyon mineiro", Ricardinho decreta o apelido final: Tony R — o Mate do filme Carros, melhor piloto de marcha ré do mundo.
Expedição sai de SP à noite no dilúvio. Rato apresenta o "Ratonet", sistema de rastreamento que ele mesmo programou. Divisão: Tony e Rato na Hilux "A Loira" e ACF sozinho na Triton Savana.
ACF está em live no posto de combustível na rodovia, ainda em São Paulo, mostrando a Savana e os pneus agrícolas enquanto espera o Gui buscar o Rato. De repente — uma ratazana "roliça" de proporções consideráveis pula de cima da mureta que divide o posto de uma área de mato e desaparece na vegetação. Ricardinho, o integrante mais organizado e "certinho" do grupo, solta um grito de surpresa ao vivo.
Minutos depois, Rato Borrachudo chega ao posto. ACF não perde um segundo — recebe o companheiro com a fofoca do "parente" que apareceu antes dele. Rato entra na brincadeira: o parente estava ali só pra dar o sinal de que a viagem seria abençoada. Ou amaldiçoada.
📌 Antes de chegarem à floresta, a vida selvagem já apareceu num posto de SP. O "batismo" caótico da expedição estava oficializado.
Engavetamento grave com três carretas paralisa a Fernão Dias por horas. Comboio parado, live rolando, chat mandando informações em tempo real: pista não libera tão cedo. Rato, ACF e Gui tentam manobrar as caminhonetes até o acostamento quando avistam uma das carretas tombada — levemente inclinada, atravessada, bloqueando tudo numa posição quase confortável.
ACF entra na onda da piada, mas logo percebe a gravidade: se o caminhão está naquela posição, a rodovia é game over — precisam de plano B. Gui (Tony Mac) compara a situação com o próprio cansaço do grupo: o caminhão só estava "tirando um cochilo antes da subida".
Com o acostamento também bloqueado por motoristas impacientes, Rato desce do carro e começa a negociar passagem com os caminhoneiros — é a decisão que leva o comboio à infame trilha de terra que cortaria fazendas de café na madrugada.
📌 A piada do "caminhão dorminhoco" virou o ponto de virada do Dia 1: do humor veio o plano B, e do plano B veio a invasão do cafezal.
A Toyota Hilux 2014 do Gui (Tony Mac) já entrou na expedição com identidade própria: "A Loira" — modelo mais antigo, robusto, cor clara/bege, parceira de longa data, guerreira das estradas. Faltava batizar a Mitsubishi Triton Savana 2027 amarela do ACF. E aí começou o caos.
Ricardinho, empolgado com a cor amarela vibrante e pensando no destino final (Amazônia), tenta ser criativo: "Savana-cona" — trocadilho entre o modelo "Savana" e "Anaconda". O chat destrói a sugestão em segundos. Sonoro demais pro lado pejorativo, cafona, sem a "classe" do apelido da Hilux. Chuva de deslikes nos comentários.
O chat tenta emplacar "Pikachu" pela cor amarela e o "raio" que a Triton parece ser. Faz sentido visual, mas Ricardinho queria algo que conectasse com a história da viagem, não com desenho animado.
Surge a ideia perfeita: "Galega". No Nordeste — especialmente na Paraíba, destino inicial da expedição — "galego(a)" é o termo pra quem é loiro ou de pele clara. A Hilux já era a "Loira" (termo do Sudeste). A Triton vira a "Galega" (mesmo significado, dialeto da terra que os receberia no km zero da Transamazônica). Par perfeito.
Com os nomes definidos, o rádio comunicador vira arena de provocações. Ricardinho jura que a "Galega" (Triton moderna, tração herdada do Lancer Evo) vai "dar aula" pra "Loira" (Hilux raiz). Nas curvas da Fernão Dias, não perde a oportunidade: enquanto a "Loira" sofria pra acompanhar e balançava ("Tombalux"), a "Galega" parecia carro de rali grudado no asfalto.
No desvio de terra da Fernão Dias, Gui (Tony Mac) decide mostrar a "marra" da Loira: nada de 4x4, só tração traseira pra fazer drift no barro. Janela aberta pra "sentir o clima". Numa curva fechada, o pneu dianteiro levanta uma onda de lama líquida que entra pela janela e acerta o Gui em cheio no rosto. Lama no cabelo, na roupa, no dente. Ricardinho, de camarote na Galega logo atrás, quase perde o fôlego de tanto rir.
Chuva forte, visibilidade zero, risco de aquaplanagem. ACF aciona o 4x4 por segurança.
Viagem mal começou e já param várias vezes pro Tony ir ao banheiro. Nasce o apelido que vai perseguir a expedição inteira.
Rodovia travada — acidente com três carretas. Expedição presa num posto sem saída, cogitando dormir no carro.
Pra fugir do trânsito, entram numa estrada de terra desconhecida no meio da madrugada. Lama, buracos, mata-burros e fazendas de café até chegar em Campanha (MG).
Desvio funciona. Saem à frente do acidente, Fernão Dias livre. Param no Graal, encontram seguidor com Passat Variant. Rato jura que viu algo estranho no morro.
Plano era ir até BH, mas o corpo não aguenta. Param num posto. Resumo: dilúvio, trânsito travado, rally no cafezal, quase levaram tiro e possível ET em Varginha.